Tecnologia: Qual o limite saudável?

Por em dezembro 17, 2015 - Visualizado 926 Vezes

Não há como negar que o avanço da tecnologia proporcionou mudanças em todos os setores. Aumentou a velocidade na veiculação da informação, popularizou a comunicação através de aplicativos de mensagens e voz, aumentou as possibilidades de educação à distância, trouxe facilidades no tratamento e manutenção da saúde, bem como na prevenção de doenças físicas e psíquicas, além de outras facilidades diversas.

Há 50 anos tínhamos dificuldade para realizar uma ligação telefônica. Hoje temos “telefones espertos” que são microcomputadores portáteis que cabem na palma da mão, com câmeras potentes e inúmeros aplicativos que possibilitam soluções de problemas imediatamente a qualquer hora. Realizam tantas funcionalidades que até a ligação telefônica deixou de ser a primeira necessidade.

Apesar da “invasão” tecnológica na sociedade, essa evolução acontece naturalmente e o convívio é na maior parte do tempo “pacífico”, principalmente entre os mais jovens. Crianças com pouca idade já conseguem utilizar a tecnologia de forma natural, enquanto pessoas mais velhas tem ainda certa dificuldade para interagir com objetos tecnológicos.

Sou entusiasta de tecnologia e consigo perceber claramente a rapidez com que meus filhos se familiarizam com as novidades e a lentidão e resistência que meus pais sofrem.

Esse momento que estamos vivendo nos traz muita praticidade no cotidiano, mas precisamos observar com cuidado, pois alguns malefícios podem estar incluídos “no pacote”.

Toda essa facilidade provoca uma acomodação das pessoas e afeta principalmente os mais jovens. A falta das brincadeiras de criança pode causar prejuízos à saúde e dificuldade de relacionamento. A informação pronta para o consumo absorvida por um jovem ainda em formação acadêmica desestimula seu pensamento próprio, não permite que ele desenvolva sua capacidade de opinião.

A comunicação à distância através de aplicativos de mensagens ou redes sociais acaba substituindo a interação pessoal e enfraquecendo nossos laços afetivos com amigos e familiares. Nas conexões “ao vivo” ocorrem trocas infinitas de energia, conhecimento e sentimento. Deixar os aplicativos ou gadgets interferirem em nossas relações pessoais não é muito saudável.

Nossa sociedade ainda usa a tecnologia como acessório, como ferramenta. Talvez esteja perto o momento de mudarmos nossos hábitos em relação a ela. Pensar na tecnologia como parte da nossa personalidade, algo integrado ao nosso cotidiano como roupas e calçados.

A tecnologia e o mundo não são mais os mesmos. Precisamos aprender a usar o potencial tecnológico de forma correta. Caros amigos, informo-lhes que o século XXI começou de verdade.

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