Qual a diferença entre um gerente de projetos júnior e um pleno? E entre um sênior e um especialista?

Por em setembro 10, 2013 - Visualizado 4683 Vezes

Atualmente podemos conseguir vasto material disponível em livros, periódicos e na Internet sobre o assunto, mas a maioria dos profissionais que estão entrando no mercado de trabalho ainda tem esta dúvida. Na verdade não há uma resposta precisa em relação a este ponto, pois as empresas não seguem um padrão único de classificação. As nomenclaturas têm a ver com a formação ou competências, tipo e tempo de experiência profissional.

Outros variáveis que também influenciam muito nesta classificação são o tamanho e a cultura da empresa. Geralmente o profissional sênior em uma empresa pequena terá uma experiência diferente em uma empresa de grande porte. Ou seja, não se prenda a essas nomenclaturas de uma forma tão rígida.

Lembrando que os níveis influenciam diretamente na remuneração do profissional, com algumas exceções, a carreira de um profissional de TI em geral é classificada em: Trainee, Júnior, Pleno, Sênior, Master e Especialista. Em gerenciamento de projetos, normalmente não existe o “Trainee”, pois na maioria das vezes são profissionais com alguma experiência como membros de equipes de projetos que migram para cargos com maiores responsabilidades. Anteriormente na maioria das empresas, esta classificação era basicamente determinada pelo tempo de experiência. Atualmente o nível está atrelado às responsabilidades que o indivíduo tem ao assumir um cargo e suas habilidades relacionais ou comportamentais são tão importantes quanto os outros requisitos.

 

Como as empresas avaliam esta experiência?

A melhor forma de se avaliar o tempo de experiência de um profissional são os registros na carteira de trabalho (CTPS), entretanto, embora tenha diminuído bastante, ainda é muito comum no mercado de TI, o registro de um profissional como PJ (Pessoa Jurídica). Mas, o mais importante mesmo é ter os conhecimentos que o cargo exige. Sendo assim, a classificação deve levar em conta treinamentos, certificações e habilidades técnicas específicas, endossando a ligação entre formação e nível profissional.

 

Como funciona a classificação?

Quanto à experiência, as faixas de classificação seguem à uma lógica gradativa, que pode variar de empresa para empresa. Na prática as diferenças entre os níveis são próximas dos seguintes valores: os profissionais de TI trabalhando há mais dois e até cinco anos no mercado são “classificados” como Júnior (JR); de seis a oito anos Pleno (PL), de nove a dez anos Sênior (SR), a partir de dez anos podem ser classificados como Master e profissionais com mais de quinze anos no mercado são considerados Especialistas. Quanto aos estagiários de TI, em média ficam neste nível até dois anos antes de uma promoção para Junior.

Vale lembrar que profissionais mal colocados nas avaliações periódicas de desempenho, mesmo com experiência de anos no mercado, podem não ser considerados totalmente capacitados para migrar para uma classificação superior. Nestes casos, o tempo de experiência também não conta como critério de contratação.

Em relação às responsabilidades, podemos dizer que o Trainee executa tarefas de pequena ou média complexidade em áreas específicas, trabalhando sempre sob supervisão. O Junior pode desempenhar funções de procedimentos simples ou que não exigem profundo conhecimento em um ramo de atuação. O Pleno consegue executar atividades específicas que exigem profundo conhecimento e pode tomar decisões endossadas por um superior. Um profissional Senior age de forma autônoma, com base no conhecimento e experiência adquiridos ao longo da carreira, toma decisões e faz gestão de pessoas e projetos. Os níveis acima, Master ou Especialista podem atuar fora do processo de supervisão ou ainda por demandas, realiza gestão de projetos ou negócios, possui autonomia total.

 

Como progredir na carreira?

Para fazer uma carreira de sucesso é muito importante familiarizar-se ao máximo com as funções de determinados cargos, adquirir conhecimentos associados e vocabulário técnico próprio da área. Desta forma o profissional estará sempre se preparando para receber uma promoção. Quem não dedica tempo ao aprendizado dificilmente terá sua carreira desenvolvida e estará cada vez mais distante de obter boas posições dentro da empresa que trabalha.

 

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